4 de março de 2011

Nada para escrever

Não sei o que escrever. Não sei por onde começar. A verdade é tão pura como a tristeza que nela reside. A verdade é que não cheiro o vazio da minha mente. A mentira é que não ouso o que sinto nem sinto o que ouço. A mentira só existe tocando na verdade. A confusão também está na minha mente, vazia, com frases sem sentido algum.

Não sei o que escrever. Não sei usar devidamente as posições de cada palavra. Mesmo que morfologicamente correctas qual seria o seu sentido? Criar um parágrafo sufoca a minha respiração. Será que tenho oxigénio suficiente no cérebro? Será que a química e física do meu corpo possível para escrever um comboio de palavras?

Não sei onde fui buscar esta ideia de escrever. Tanta coisa para fazer e eu aqui a escrever! Esta necessidade de escrever, ler, de agitar o pensamento. Embalar as palavras, faze-las entender o meu sentimento pela razão matemática do corpo do texto até à última linha. Para que no fim apenas fique a ideia. A ideia de escrever.

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