13 de agosto de 2011

Imitação (de um texto)

Ninguém disse que a vida era fácil, pelo menos para alguns não é. O normal é procurar a resolução e encontrar a paz de espírito.

A melhor maneira de resolver quaisquer que sejam as dificuldades é através da comunicação. Da mesma forma que temos um problema existe uma possibilidade de que outras pessoas já tenham tido. Ou apenas para perceber o nosso problema através de um ponto de vista diferente. Mas nem todos têm a capacidades de comunicar bem, e aí, as dificuldades são acrescidas.

O nosso cérebro tem a capacidade de procurar as situações semelhantes, vividas no passado e tentar solucionar através da memória, a situação em causa.

Também é comum seguir a “pessoa modelo”, sendo essa aquela que desejaríamos ser. Pode ser família, amigo ou por vezes uma celebridade. Esta última está relacionada com o facto de se dar demasiada importância aos meios de comunicação (como por exemplo a TV).

Tirando um golpe de genuinidade isto são tudo formas de imitação. Copiar o que já foi feito. Tentar a perfeição com os dados que fomos adquirindo. Criamos uma imagem do que seria perfeito, se de alguma forma não corre dessa maneira é porque escapou qualquer coisa.

Esta forma de viver tira a autenticidade do momento, porque uma acção é definida por sujeito, um local determinado dentro de uma linha de tempo. O problema x nem sempre tem que ter a resolução y, só porque o sujeito e o local é semelhante ao problema z que se passou anos antes.

Se o problema é acabar este parágrafo eu tenho de ser capaz de o acabar sem copiar o final do parágrafo anterior…

Cada situação é diferente.

Senão paramos a imitação iremos viver sempre em fantasia. Se vivermos em fantasia, não estamos a viver realmente.



PS: Provavelmente já alguém escreveu um texto semelhante no passado.

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