Eu sou o desconhecido. Um zé-ninguém. Um Manel-ninguém.
Quando comecei a escrever não sabia que de certa forma me
iria transformar. As vezes lembro as
postagens anteriores e nem me reconheço. Quem sou eu afinal?
Uma vulgar pessoa sem capacidades sociais. Resume praticamente
muitos anos da minha vida, não admira que tivesse muito para escrever. Mas é uma coisa boa, escrever. Mesmo sem muito para dizer. Cada
linha nova revela um pouco o estado de espírito, cada novo texto é uma nova vida. Nem sempre a desejada… obviamente, mas não teria piada se
assim fosse. A vida é tão sofisticada que nos consegue surpreender a cada linha
que passa.
Eu sou o que os meus olhos vêem o que a minha boca diz e o
que as minhas mãos escrevem. Sou todo isso e não sou nada disso. Porque não consigo
transparecer de forma absoluta aquilo que sou, e aquilo que possam imaginar ou projectar sobre o que sou realmente.
Não me preocupa. Agora não …
Preocupa me a felicidade. Não a felicidade de quem lê os
textos. Mas a felicidade de quem me rodeia. De quem realmente quer estar por
perto sem segundas intenções. Quer seja rir ou chorar. Agora.
Este blog foi a minha terapia, tal como a gente boa que se
cruzou no meu caminho enchendo a minha vida de histórias interessantes. Não é uma despedida, mas provavelmente não terei a mesma assiduidade
para com este blog. Estarei por ai, mais preocupado em fazer mais histórias
interessantes com quem me quiser acompanhar.
Muita gente tem me dito que não sei nada sobre o amor, mas
eles não devem saber muito bem o que é também. Porque dizem que para ser amor
leva algum tempo. É uma forma muito egoísta de definir o amor porque aquelas
pessoas ou espécies deste planeta que não vivem muito tempo, nunca saberiam o
que é o amor…
O tempo é uma coisa confusa, a partir do momento que nos preocupamos com ele.
Eu não sei muito sobre amor. Não sei muito sobre arte.
Não importa, o que eu
quero é viver!
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